Friday, September 29, 2023

Poema ao Zé André

 

POEMA AO ZÉ ANDRÉ!

 

Olha Zé, não te esqueças,

Que a vida te pede meças

Sempre que passam os anos,

Porque o fado desta vida,

Tem de ser bem vivida

E não sofrer desenganos.

Mas, se de fado falamos,

É porque contigo contamos

Para cantá-lo com garra,

Com ou sem uma guitarra.

Mesmo que seja à capela,

Com manjerico na lapela,

Neste dia tão especial!

Que com a família e em casal

Os parabéns te cantarem,

Por oitenta anos se passarem,

Desde o dia em que nasceste.

Os momentos que padecestes.

As aventuras vividas,

Por vezes, em revoltos mares,

Que te feriam os olhares

De algumas ilusões perdidas,

Mas que o teu coração de ouro

Fez-te amealhar o tesouro,

De uma família bem-querida,

Que é a razão da tua vida,

Nos dias que vão passando.

Até quando Deus quiser,

Venha de lá o que vier,

Num futuro de sonho,

Com um final muito risonho,

De um dever total cumprido,

Com algum penar sofrido,

Mas com alegrias bastantes,

Para dar graças constantes,

Ao Deus em que acreditas,

E que no final das desditas,

Te receberá em Seu regaço,

De consolo e de abraço,

Pela eternidade sem fim.

Como qualquer querubim,

Da Sua constelação celeste.

 Pelo amor que sempre deste,

Ao teu irmão semelhante,

E uma amizade constante,

No alívio do sofrimento,

Em toda a hora e momento,

Que a dor te circundava,

E o teu ombro amparava,

Com candura fraternal,

Por vários sítios e no Seixal,

Onde passas teus momentos,

Felizes e com tormentos,

Próprios de qualquer ser mortal,

Numa vivência plural,

De uma amizade sincera,

Com honestidade severa,

E uma ética pura e sadia.

Sempre com grande alegria

De aos outros abraçar,

Na roda da dor ou a cantar.

E para poder terminar,

Esta conversa, simples, banal

Mas, sentida e fraternal,

Abraça-te com carinho

O teu amigo Zé Rainho.

 

29/09/2023

Zé Rainho

 

Thursday, September 21, 2023

Gémeos

 GÉMEOS!


Os gémeos, particularmente os monozigóticos, sentem as dores e as alegrias de cada um. A experiência mostrou-me que quando um gémeo sofre qualquer contrariedade intensa o outro sente-a como sua, chora ou manifesta a sua dor como se ele próprio fosse o sujeito atingido. 

Conheci um caso de dois gémeos do sexo masculino, adultos, muito adultos, é um deles faleceu. O sobrevivente nunca mais se conseguiu olhar ao espelho porque, quando o fazia, não se via a si mas via o irmão falecido. Um sofrimento atroz que durou pouco tempo porque também este faleceu num curto espaço de tempo. 

Esta introdução para analisar o comportamento do Sanchez, espanhol e o Kosta português. Não sei se repararam, mas o Sanchez chegou e quer manter-se no poder sem ter ganho as eleições livre e democráticas. O Kosta, durante quatro anos fez precisamente o mesmo. 

O Kosta cedeu à esquerda radical em todos os seus casos que quiseram fazer crer que eram causas. Cedeu a todos os indiciados pela justiça alegando que “à justiça o que é da justiça e à política o que é da política”.

O Sanchez, antes de iniciar o anterior mandato, disse que se fosse governo mandava prender o Puigdemont. Nunca o fez e agora diz que o caso de Puigdemont não é de justiça mas é da política e quer amnistiá-lo para se poder manter no governo. 

Ouvindo e vendo a TVE é afirmado por vários intervenientes, que hoje em Espanha se trabalha para ser pobre. Em Portugal sente-se que se trabalha para ser paupérrimo, mas a RTP e hipotéticos interventores, dizem nada. 

Portugal e Espanha já foram muito diferentes, hoje são gémeos, porque os respectivos povos se consideram irmãos. Os principais protagonistas da política de ambos os países são gémeos nas políticas de empobrecimento e, para se manterem no poder não se importam de vender a alma ao diabo. 

Em Espanha já há três línguas faladas no parlamento local. É preciso aparelhos de tradução simultânea para que os deputados se entendam. Os socialistas mais respeitados em toda a Espanha, como nação, não concordam e apelam à desobediência dos restantes socialistas. Em Portugal o presidente do partido socialista pede ao governo mais diálogo, menos arrogância, remodelação governamental para que o governo, finalmente funcione em prol dos jovens, do povo, em geral e do desenvolvimento nacional, o Kosta faz orelhas moucas e não dá cavaco a ninguém porque ele é que sabe. 

Não nos podemos esquecer do que o Kosta fez ao Tó Zé Seguro. Não podemos esquecer o que o “Cravino” fez ao Jorge Seguro quando este quis apurar como se gastou dinheiro no ministério das tropas. 

Eu não acredito em bruxas mas que “las hai? las hai”.