Thursday, January 27, 2022

 CULPADOS E INOCENTES! 


Vivemos tempos difíceis, complicados, quase tenebrosos. 

Por um lado, o número galopante de mortes devido ao COVID-19, o número de mortes por falta de assistência médica, por manifesta incapacidade do serviço nacional de saúde, como é referido por muitos profissionais de saúde. Por outro, pelas medidas, consideradas necessárias, para tentar diminuir os contágios e para os hospitais não entrarem em rotura total, encerrando toda a actividade económica e social. 

Duas situações deveras preocupantes, mesmo assustadoras. 

As mortes são intoleráveis. A fome, a miséria são inaceitáveis. Qual a solução? Parece-me que ninguém sabe. Todas as medidas anunciadas - desconhece-se a sua aplicabilidade - ainda não deram o resultado pretendido. O confinamento total de Março passado fez abrandar o ritmo de contágios mas não erradicou a doença. Em contrapartida, o encerramento de muitas actividades já provocou muita perda de emprego, de rendimento das famílias, com o empobrecimento a aumentar de forma galopante. 

Agora, numa orquestração detestável, as redes sociais são inundadas com postagens acusatórias aos portugueses comuns, como únicos culpados do exponencial aumento de casos COVID, devido ao Natal. 

Oram façam lá o favor de se recatarem nas informações abusivas que difundem. Não querendo acusar ninguém também não aceito que se responsabilizem as vítimas. 

Factos são factos e não podem ser desmentidos. 

Então, desde há cerca de um ano, que teve início esta situação, não têm havido medidas erradas? Então não se começou por dizer que as máscaras davam um falso sinal de segurança? Não se disse que não eram possíveis ajuntamentos de pessoas mas, simultaneamente, se autorizaram e autorizam manifestações de cariz político ou político partidário, porque “a democracia não está suspensa”? Então ontem mesmo não houve uma manifestação ilegal do denominados antifas? 

Então não tem havido uma disparidade de critérios na aplicação de regras pouco claras? Por que é que não pode haver público em Estádios de futebol ou num autódromo e pode haver em espaços fechados, como sejam casas de espectáculo ou até presença de público em programas televisivos, com a alegação de que estão cumpridas as regras de segurança? Não seriam possíveis as tais regras de segurança em espaços arejados?

Então o pequeno comércio tem de fechar e as catedrais do consumo podem estar abertas com multidões lá dentro acotovelando-se umas às outras?

Então obrigam-se as pessoas que não têm alternativa a ir aos sábados e domingos, só da parte da manhã, fazer as suas indispensáveis compras, porque trabalham a semana inteira de manhã cedo até alta noite, em vez de permitir que o comércio ao pé de casa abastecesse os habitantes da sua rua ou do seu bairro? 

Como é que com todas estas contradições querem que as pessoas se capacitem da gravidade do problema antes de este entrar na sua família mais próxima? 

Quando se diz que não se pode apontar o dedo a ninguém tem de ser mesmo a ninguém e não apenas à população. 

Vamos lá ver se nos entendemos e não culpemos os inocentes e ilibemos os culpados, está bem? 

Eu não esqueço aquelas imagens caricatas da ministra a acompanhar e a “massajar” a vacina e outras diatribes do género. 

Pantomineiro

 PANTOMINEIRO!


Nos tempos idos da minha meninice saltitavam de feira em feira os farsantes da banha da cobra e similares que, com manobras de ilusionismo e apelo aos instintos mais básicos do ser humano ofereciam algo que depois se pagava por altos preços e assim, lá iam enganando os mais incautos, os mais ingénuos.

As feiras eram espaços locais e temporais propícios ao ajuntamento de pessoas. Ali se comprava e vendia de tudo, se faziam trocas e negócios. Se convivia também em época de muito trabalho e de muito mourejar. Eram, por isso mesmo, locais propícios ao aparecimento de pantomineiros de toda a ordem.

Como muitas outras coisas a evolução - nalguns casos foi involução - fez com que tivessem desaparecido as feiras e esse desaparecimento levou consigo os pantomineiros. Se enganavam as pessoas boas e crédulas, ainda bem que desapareceram, dirão os meus leitores mais caridosos e têm toda razão. Não fazem falta nenhuma os trapaceiros, os aldrabões, os vigaristas, os aproveitadores das fraquezas alheias. 

Só que não há bem que dure e mal que ature, como diziam os nossos maiores. Desapareceram os pequenos trapaceiros e irromperam, como vulcão aprisionado muitos anos, os grandes pantomineiros. Deixaram de existir os vigaristas dos tostões para aparecerem, em força, os farsantes dos milhões. E agora é vê-los na alta roda da sociedade, nas pantalhas televisivas, nos palcos mais mediáticos e, para cúmulo, mais agressivos, mais arrogantes, e muito mais sofisticados nas suas trapaças. Estes não enganam só os pacóvios, ludibriam, também, os idealistas que, na sua boa fé, os apoiam julgando estar a contribuir para uma sociedade mais justa e mais equilibrada. 

Por isso nunca é demais alertar para o pantomineiro disfarçado de bom samaritano que é muito mais perigoso do que aqueles de outros tempos. 

Cuidado com as promessas da terra da felicidade onde jorra leite e mel. Essa terra não existe e quem a anuncia só quer o vosso apoio momentâneo. Depois de conquistada a confiança esquece tudo o que prometeu. 

Qualquer semelhança com a campanha eleitoral é mera coincidência. 

22/01/2022

Zé Rainho 

Vizinhos

VIZINHOS!


Há vizinhos que são uma benção, são como família. Há, também, o inverso o que torna a vida num pesadelo.

Falamos de vizinhos belicosos sempre prontos para mais uma quezília. Estão, neste caso, a Rússia e a Ucrânia. 

Não querendo fazer juízos sobre a culpa da tensão constante entre estes vizinhos apenas queremos manifestar a nossa preocupação. É que os arrufos entre estes vizinhos podem transformar-se numa guerra muito mais global.

Isto é um pouco tribal. Os adeptos de uma tribo entram na luta para defender os seus amigos e no outro campo passa-se rigorosamente a mesma coisa.

Em 1945 foram criadas as Nações Unidas com o objetivo de promover a paz  e a segurança internacional, depois de um flagelo de duas guerras mundiais, no espaço de tempo de uma geração. 

Não nos cabe a nós a avaliação do cumprimento ou não de tal objetivo, mas já não ficamos indiferentes quando assistimos a uma escalada bélica nas portas da Europa onde nos inserimos e não vemos um sobressalto daquela entidade para suster essa escalada. 

Não seria motivo para a reunião do Conselho de Segurança, para já, para suster os ímpetos de guerra existentes entre estes vizinhos? E caso o Conselho de Segurança não conseguisse acalmar os ânimos não seria caso para reunir a Assembleia Geral para dissuadir os beligerantes?

É que se não é para fazer este trabalho primordial será legítimo questionarmos para que servem os milhares de milhões que aquela instituição gasta?

Sabemos que a diplomacia bilateral é muito importante mas a diplomacia global tem mais chances de ser eficaz porque tem mais peso político e poderá ter mais bom senso. 

Gostava de ver os dotes oratórios do Secretário Geral darem alguns frutos nesta questão tão explosiva. É que, numa guerra sabe-se como começa, mas não se sabe como e quando acaba. 

24/01/2022

Zé Rainho 

Pandemia

 Pandemia!


Cada dia que passa pioram as novidades.

Aumenta o número de contaminados.

Também o número de internados

E os falecimentos em todas as idades.


O pessoal da Saúde anda totalmente esgotado.

Não tem momento de alívio ou de descanso.

O raio do vírus no seu virulento remanso 

Faz mutações, infecta e mata em todo o lado. 


Os especialistas são constantemente enganados.

Por mais estudos que façam não descobrem 

A cura, antídoto ou resolução de outra ordem 

Para terminar a pandemia que nos deixa esgotados.


As sequelas são muitas e de vária ordem

No corpo, na mente, na vida e bem-estar 

A miséria, a pobreza estão a aumentar 

Até a aprendizagem das crianças é uma desordem. 


O medo da população está completamente instalado.

Já ninguém quer abraçar, conviver ou participar 

Em eventos, jantares, reuniões ou mesmo dançar 

Com receio de que, na volta, esteja infectado.


De um momento para o outro deu uma volta a vida.

Ficou de cabeça para baixo e pernas para o ar

E os dias, meses e anos passam sem se vislumbrar

O momento de regressarmos à normalidade vivida.


25/01/2022


Zé Rainho 

ANIVERSÁRIO DE LUANDA!


Luanda velhinha, secular

És cidade rainha sem par.

Tua maravilhosa beleza

É maior que a de Veneza.


Neste dia de comemoração,

Tu és São Paulo da Assunção, 

Por vontade de Paulo Novais

E de outros portugueses mais. 


E de angolanos patriotas

Que da baixa às ingombotas

Engalanam ruas e avenidas 

Festejando tuas muitas vidas. 


Também eu fico muito contente 

Com teu aniversário e tua gente 

És a cidade do meu coração 

E vivo este dia com muita emoção. 


Tenho saudades de ti esplendorosa 

Cidade mulher, mestiça, dengosa 

Cidade dos coqueiros e da mutamba 

Fazes parte da minha vida, Luanda.


Dar-te os parabéns é muito redutor

Para quem te quer um bem maior. 

Desejar-te  muita paz e prosperidade 

É querer para ti a maior felicidade. 


 25/01/2022


Zé Rainho 

Aniversário de Luanda

ANIVERSÁRIO DE LUANDA!


Luanda velhinha, secular

És cidade rainha sem par.

Tua maravilhosa beleza

É maior que a de Veneza.


Neste dia de comemoração,

Tu és São Paulo da Assunção, 

Por vontade de Paulo Novais

E de outros portugueses mais. 


E de angolanos patriotas

Que da baixa às ingombotas

Engalanam ruas e avenidas 

Festejando tuas muitas vidas. 


Também eu fico muito contente 

Com teu aniversário e tua gente 

És a cidade do meu coração 

E vivo este dia com muita emoção. 


Tenho saudades de ti esplendorosa 

Cidade mulher, mestiça, dengosa 

Cidade dos coqueiros e da mutamba 

Fazes parte da minha vida, Luanda.


Dar-te os parabéns é muito redutor

Para quem te quer um bem maior. 

Desejar-te  muita paz e prosperidade 

É querer para ti a maior felicidade. 


 25/01/2022


Zé Rainho