Thursday, August 06, 2020

Futuro sombrio

Cada dia que passa mais preocupante se torna a vida quotidiana do português comum. É o ataque às liberdades constitucionais. É a arrogância governativa. É a corrupção permanente e sistemática. É a prepotência dos poderosos contrapondo à passividade abúlica do povo. É o aumento da criminalidade, que agora, o politicamente correto divide em graus mas que, para nós, é criminalidade e como tal deveria ser tratada pelos poderes públicos. É a avalanche de casos que a classe política transforma em causas, sem pés nem cabeça e não acontece nada. Não há sobressalto popular.
Mas o problema é grave. Muito grave. 
Os sinais ditatoriais são mais que muitos. 
Um primeiro-ministro que não dá cavaco a ninguém. Um presidente da república que parece andar distraído com as arbitrariedades evidentes e não toma nenhuma posição. Uma oposição não existente. 
Um governo que toma decisões estratégicas para décadas numa atitude de quem vier atrás que feche a porta e, quando cidadãos, independentes, estudiosos, cientistas na matéria alertam para os custos e/ou perigos lá vem a voz arrogante de um qualquer militante poderoso do PS a vociferar contra a pessoa com insultos soezes. Isto aconteceu com um simples e insignificante secretário de estado contra um conceituado professor universitário mas, aconteceu também, com um presidente do governo regional dos Açores contra uma decisão inequívoca do Tribunal Constitucional. 
Que País é este? Que sociedade é esta?
Que herança deixa esta geração aos vindouros? Será que alguém, daqui por cinquenta anos, se pode orgulhar do povo, nação que tem quase um milénio de história?
Tudo isto merecia ser refletido por todos, governantes e governados, eleitores e eleitos porque o futuro parece ser sombrio. 

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