LÍNGUA PORTUGUESA!
A nossa Língua, qualquer Língua é
a identidade nacional dos povos. Da mesma forma que não se altera o nome da
pessoa sem alterar a sua identidade, também não se altera a Língua sem
desvirtuar as características individuais e colectivas de um povo.
Hoje celebra-se o Dia da Língua
Portuguesa logo, da cultura nacional, da tradição oral e escrita, do
Estado-Nação que somos há quase um milénio. Na circunstância, não será
estultício que queiramos afirmar esta nossa identidade singular, nem o orgulho
e o amor pátrio pelo nosso património comum. Da mesma maneira não será
despiciendo que nos insurjamos contra toda a adulteração e abastardamento da
Língua que nos torna únicos no mundo.
Desta feita, não podemos deixar
de nos manifestarmos contra a ideia peregrina de abastardar as formas mais
básicas de comunicação linguística. Não podemos aceitar que se diga, publicamente
e com amplificação mediática, “camaradas e camarados”, “presidente e presidenta”,
“cágado e cagado, com o mesmo sentido e significado”, sem sentirmos que os pêlos
se ericem e fiquem em pé.
Não podemos permitir que
escreventes, com cursos superiores, escrevam sem pudor “à” e “há” sem
destrinçarem quando signifiquem, respectivamente, preposição ou flexão verbal.
Não deixaremos de nos sentir
arrepiados com erros de palmatória que vemos estampados em órgãos de
comunicação social de cobertura nacional.
Devemos, em nossa modesta
opinião, continuar a lutar para a reversão do Acordo Ortográfico que, na sua
essência, não trouxe benefícios de género nenhum, mesmo os económicos que tanto
enfatizaram, pelo contrário, trouxe um apoucamento da Língua, junto de
escritores de referência, tanto nacionais como estrangeiros, para não referir
os falantes da Língua, nos mais diversos pontos do Mundo.
Desta forma é preciso continuar a
ensinar as nossas crianças e jovens da importância de um artigo, masculino e feminino,
um substantivo comum de dois, de um adjectivo, de uma preposição, de um verbo
nos seus diversos tempos e modo, de uma conjunção nas suas diferentes formas,
de um advérbio nos seus diferentes modos, para enumerar apenas alguns
princípios gramaticais, fundamentais para o bom uso da língua portuguesa.
Ao defendermos a Língua estamos a
defender a Pátria e a Nação que é nossa e que faz parte integrante de nós.
Evoluamos na cultura sem nos
deixarmos castrar. Aculturemo-nos sem que nos dissipemos nas outras culturas e
percamos a identidade. Viva a língua portuguesa. Viva Portugal. Vivam os países
de Língua Oficial Portuguesa.
5/5/2021
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