CULPADOS E INOCENTES!
Vivemos tempos difíceis, complicados, quase tenebrosos.
Por um lado, o número galopante de mortes devido ao COVID-19, o número de mortes por falta de assistência médica, por manifesta incapacidade do serviço nacional de saúde, como é referido por muitos profissionais de saúde. Por outro, pelas medidas, consideradas necessárias, para tentar diminuir os contágios e para os hospitais não entrarem em rotura total, encerrando toda a actividade económica e social.
Duas situações deveras preocupantes, mesmo assustadoras.
As mortes são intoleráveis. A fome, a miséria são inaceitáveis. Qual a solução? Parece-me que ninguém sabe. Todas as medidas anunciadas - desconhece-se a sua aplicabilidade - ainda não deram o resultado pretendido. O confinamento total de Março passado fez abrandar o ritmo de contágios mas não erradicou a doença. Em contrapartida, o encerramento de muitas actividades já provocou muita perda de emprego, de rendimento das famílias, com o empobrecimento a aumentar de forma galopante.
Agora, numa orquestração detestável, as redes sociais são inundadas com postagens acusatórias aos portugueses comuns, como únicos culpados do exponencial aumento de casos COVID, devido ao Natal.
Oram façam lá o favor de se recatarem nas informações abusivas que difundem. Não querendo acusar ninguém também não aceito que se responsabilizem as vítimas.
Factos são factos e não podem ser desmentidos.
Então, desde há cerca de um ano, que teve início esta situação, não têm havido medidas erradas? Então não se começou por dizer que as máscaras davam um falso sinal de segurança? Não se disse que não eram possíveis ajuntamentos de pessoas mas, simultaneamente, se autorizaram e autorizam manifestações de cariz político ou político partidário, porque “a democracia não está suspensa”? Então ontem mesmo não houve uma manifestação ilegal do denominados antifas?
Então não tem havido uma disparidade de critérios na aplicação de regras pouco claras? Por que é que não pode haver público em Estádios de futebol ou num autódromo e pode haver em espaços fechados, como sejam casas de espectáculo ou até presença de público em programas televisivos, com a alegação de que estão cumpridas as regras de segurança? Não seriam possíveis as tais regras de segurança em espaços arejados?
Então o pequeno comércio tem de fechar e as catedrais do consumo podem estar abertas com multidões lá dentro acotovelando-se umas às outras?
Então obrigam-se as pessoas que não têm alternativa a ir aos sábados e domingos, só da parte da manhã, fazer as suas indispensáveis compras, porque trabalham a semana inteira de manhã cedo até alta noite, em vez de permitir que o comércio ao pé de casa abastecesse os habitantes da sua rua ou do seu bairro?
Como é que com todas estas contradições querem que as pessoas se capacitem da gravidade do problema antes de este entrar na sua família mais próxima?
Quando se diz que não se pode apontar o dedo a ninguém tem de ser mesmo a ninguém e não apenas à população.
Vamos lá ver se nos entendemos e não culpemos os inocentes e ilibemos os culpados, está bem?
Eu não esqueço aquelas imagens caricatas da ministra a acompanhar e a “massajar” a vacina e outras diatribes do género.
No comments:
Post a Comment