Meu fado cantado, chorado,
gemido.
Meu fado dolente, cansado,
antigo.
Meu fado canção, meu fado
corrido,
Meu fado dançado, escutado,
ouvido.
Meu fado das adegas onde os
tonéis
Dão cor às paredes escuras
que limpam anéis
A quem só tem dedos que
tocam cordéis
E se perde na vida correndo
bordéis.
Meu fado da noite e da
madrugada
Meu fado de gente boa, gente
honrada
Meu fado roufenho de voz
embargada,
Meu fado triste de sina
traçada.
Meu fado da Lisboa antiga, abandonada
Meu fado do Norte, do Sul e
da terra amada
Meu fado catita requebrado,
de Almada
Cidade ou de Negreiros nossa
memória tisnada.
Meu fado dedilhado em
guitarra afinada
Meu fado acompanhado à viola
da Braga,
Meu fado de Coimbra de voz
anasalada
Meu fado, meu fado, música
encantada.
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