Fado triste das vielas
Que gela o Coração
De quem sente nas goelas
Um sufoco sem razão.
Fado é canto de história
E vida de estivador
desgraçado.
É briguento, dado à
esbórnia,
Lutador com ar arrufiado.
Fado é vida de varina e
pescador
De gente de trabalho
esforçado
Mas faz do quotidiano, com
amor,
Um pedaço de Céu enamorado.
Fado é borga e bebedeira.
É canto com alma e garganta.
É passeio, gingão, pela
ribeira
É galanteio à menina que
canta.
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