Uma canoa amarrada no Cais,
Balança ao ritmo da
ondulação,
Querendo navegar e o arrais,
Ordena bom senso à
tripulação.
O marinheiro atrevido,
corajoso
Anseia pelas ondas do mar
alto,
Onde se sente homem ditoso,
Vivendo sem medo ou
sobressalto.
Apenas leva consigo a
saudade,
Da noiva que deixou triste
chorosa,
Mas tem confiança que com a
idade,
A transformará em sua
esposa.
Enquanto isso num qualquer
porto
Em que atraca, procura um
arrimo,
Um amor fugaz, que dá p'ra o
torto,
Deixa remorso e mostra o
perigo,
Que é a traição, mesmo
esporádica,
Sem cálculo ou
predestinação,
Que leva um homem de forma
atávica
A, sem pensar, prosseguir na
traição.
Mas ao regressar ao cais da
partida,
Está à sua espera a Maria da
Luz,
Que passou o tempo a rezar,
sentida,
Pelo regresso do amor que a
seduz.
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