Em noite de Santo António,
Depois das condecorações
Do dia de Portugal e de
Camões
Apetece armar-me em finório,
Ir até Alfama, bica ou
Mouraria
Comer sardinha assada no pão
Com grupo de amigos do
coração
Acompanhados duma boa
sangria.
Dançar ao som do tradicional
cavalinho
Onde predomina a marcha
popular
Que eu e toda a gente sabe
dançar
Desde bem cedo, desde
pequenininho.
Assim esqueço as Ordens,
Comendas
Fitas, Colares e outras
condecorações
Que deveriam ser
reconhecimento de acções
De mérito, recompensa e não
prebendas.
Mas neste Portugal do Santo
António
Já não há seriedade, honestidade,
nem valores
Que mereçam reconhecimento,
mas favores
Que se prestam aos amigos
enganando o pacóvio.
Mas hoje é dia dum Santo
muito querido
Muito sábio, bondoso e muito
milagreiro
Até lhe chamam o Santo
casamenteiro
Pelos milagres porque é tão conhecido.
Em Lisboa mas também para os
lados de Pádua
Que fica noutro latino País
periférico Europeu
Que também é muito dado a
festas e não é ateu
Que, como toda a gente sabe,
se chama Itália.
Viva então o Santo António
de Pádua ou de Lisboa
Viva o povo que o venera
hoje e noutros tempos
Nos bairros mais típicos de
uma cidade com sentimentos
Que quer continuar a ser uma
capital de tradição boa.
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