Saturday, September 26, 2020

NEM CLASSE, NEM GENTE!


Este ser impressivo, diletante

Quase cómico, comediante.

Seria curial este comportamento

Numa pessoa de bem e sentimento?

 

Não seria mais válida a convicção

Do que é preciso fazer com coração

Para o bem do País, do Povo que trabalha

Em vez de fazer fretes a tanta canalha?

 

Como é que um jovem pode ter esperança,

Como é que um velho pode ter segurança,

Com gente deste calibre, desta jactância,

Desta comicidade, fruto de tanta ignorância?

 

Assiste-se a um debate do estado da Nação,

E ressalta aos olhos de todos, uma visão

De gente comprometida, cúmplice, distraída,

Que debita uma atoarda sem nexo e sem medida.

 

Para satisfazer clientelas, ou hipotéticos votantes

Que julgam enganar com balelas inoperantes,

Elogiando o Poder em todas as suas trapalhadas,

Se pertencerem às cores partidárias ou aliadas.

 

O inverso sofre do mesmo desvario embora mutante,

Dizendo mal de tudo de forma abusiva, constante

Para justificar uma disfarçada e ineficaz oposição,

Dizendo, com descaramento, defender a Nação.

 

Oh! Triste sina de quem não tem escolha, opção,

Para mudar as coisas, modificar tal situação,

Pois a classe que se diz de elite e dirigente,

Não tem nenhuma classe e muito menos é gente.

 

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