Oh! Juventude
airosa e desvairada
Inquieta,
truculenta e desbravada
Que
deixaste este coração, tão veloz
Sem dares
tempo a saborear tua voz.
Que importa
a vida num corpo envelhecido,
Pleno de
achaques, doenças, rugas, dorido,
Frágil como
o cristal que estilhaça em pedaços
Sem força,
nem vontade de te segurar nos braços.
Oh! Juventude
que deixaste vazio o espaço
Duma fugaz
esperança da vida bem-sucedida
Que
transformaste em carcaça velha ambulante
Um corpo
que chegou a sentir-se forte, pujante
Uma alma
liberta, vibrante e tão extrovertida
E hoje não
é mais que velharia caída no regaço.
No comments:
Post a Comment