Quero cantar o meu País
Levantando bem alto a minha voz
Entoar hinos de glória à
raiz
Do Portugal que foi dos meus
avós.
Quero orgulhar-me dos feitos
avoengos
Daqueles que ao Mundo
mostraram raça
Mesmo com dores e riscos
tremendos
Deixaram nome, honra, em
muita Praça.
Quero entristecer-me do País
dos párias
Que usando poderes nunca
conquistados
Vão delapidando a História
em todas as áreas
Deixando-nos a todos muito
mal-afamados.
Quero sentir, de novo, o
justo orgulho
De um Português trabalhador,
honrado
Que a ninguém permite ser
seu esbulho
E exige ser, por toda a
gente, respeitado.
Quero ser um Português
Europeu.
Nem melhor nem pior que
qualquer outro.
Por isso exijo respeito,
consideração pelo meu EU
E não ser enxovalhado por
este ou aqueloutro.
Quero que se investiguem e
punam prevaricadores,
Sejam eles políticos,
banqueiros, ou Universidades
Que se aproveitam das
posições, mais ou menos superiores
Em que os colocam, apesar de
todas as suas debilidades.
Quero que os ladrões vão
para a cadeia e reponham o fruto
De tudo aquilo de que se apropriaram
indevidamente,
Com a perda da liberdade mas
também com produto
Dos haveres que acumularam e
gozam avidamente.
Quero um País de homens bons
como o médico idoso,
Que acredita não haver homem
mau pelo nascimento.
Que não se sente intimidado
perante o preso perigoso
E o leva para casa,
transformando-o num ser de merecimento.
Quero o meu País de volta
para o meu orgulho.
Quero viver de cara
levantada sem qualquer receio,
De que alguém de fora me
ofenda e no mergulho,
Com razão, por causa de
tanto bandido, que há neste meio.
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