Wednesday, September 23, 2020

QUERO!

  

Quero cantar o meu País

Levantando bem alto a minha voz

Entoar hinos de glória à raiz

Do Portugal que foi dos meus avós.

 

Quero orgulhar-me dos feitos avoengos

Daqueles que ao Mundo mostraram raça

Mesmo com dores e riscos tremendos

Deixaram nome, honra, em muita Praça.

 

Quero entristecer-me do País dos párias

Que usando poderes nunca conquistados

Vão delapidando a História em todas as áreas

Deixando-nos a todos muito mal-afamados.

 

Quero sentir, de novo, o justo orgulho

De um Português trabalhador, honrado

Que a ninguém permite ser seu esbulho

E exige ser, por toda a gente, respeitado.

 

Quero ser um Português Europeu.

Nem melhor nem pior que qualquer outro.

Por isso exijo respeito, consideração pelo meu EU

E não ser enxovalhado por este ou aqueloutro.

 

Quero que se investiguem e punam prevaricadores,

Sejam eles políticos, banqueiros, ou Universidades

Que se aproveitam das posições, mais ou menos superiores

Em que os colocam, apesar de todas as suas debilidades.

 

Quero que os ladrões vão para a cadeia e reponham o fruto

De tudo aquilo de que se apropriaram indevidamente,

Com a perda da liberdade mas também com produto

Dos haveres que acumularam e gozam avidamente.

 

Quero um País de homens bons como o médico idoso,

Que acredita não haver homem mau pelo nascimento.

Que não se sente intimidado perante o preso perigoso

E o leva para casa, transformando-o num ser de merecimento.

 

Quero o meu País de volta para o meu orgulho.

Quero viver de cara levantada sem qualquer receio,

De que alguém de fora me ofenda e no mergulho,

Com razão, por causa de tanto bandido, que há neste meio.

 

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